terça-feira, 22 de novembro de 2011

Pesquisa em sala de aula: acontece de verdade?

Na aula do dia 17/11 o grupo que se apresentou foi o da oficina de "Didática e Pesquisa na sala de aula".

Logo de início o grupo levantou questões:
- O que é pesquisa?
- Há orientação?
- É importante ou necessária a orientação?
- O aluno faz realmente uma pesquisa?
- Qual a motivação do aluno?

Bom, ao longo da apresentação e ao término dela, o que ficou bastante claro é que, nas escolas, os professores passam pesquisas para simplesmente cumprirem a carga horária e os conteúdos do ano letivo, sem ao menos oferecer uma efetiva orientação ao seu aluno que ainda vai pesquisar (isso se não copiar e colar qualquer artigo da internet) algo que não lhe interessa e sem nem ao menos uma mínima referência bibliográfica. E vale ressaltar que no dia a dia corrido do professor ele, infelizmente, não tem tempo nem disposição suficiente para oferecer uma digna orientação aos seus alunos que irão realizar a pesquisa.

Há também pessoas que sabem pesquisar e sabem onde pesquisar, ou seja, a depender da pessoa, a orientação vai ser importante, pois não deixará o aluno "sair da linha", e para outra pessoa a orientação será necessária, pois ela não saberá nem por onde começar.

Para finalizar, o grupo pediu que simulássemos uma orientação de pesquisa, onde escolheríamos o tema e indicariamos os passos que iríamos seguir na hora de orientar o aluno, e nesta dinâmica, muitos pontos foram discutidos, esclarecidos e fortalecidos.

domingo, 13 de novembro de 2011

Interdisciplinaridade e Diversidade.

No dia 10/11 eu cheguei um pouco atrasado e já tinha iniciado a apresentação da primeira Oficina do dia.
Eles falaram sobre a interdisciplinaridade: a sua "necessidade", importância, a possibilidade de se quebrar barreira, a interação entre vários ramos do saber, etc. O grupo deixou claro que com isso é possível que o professor de determinada disciplina começe à se interar e buscar conhecimento sobre outra disciplina, ficando aberto à novas discussões, aproximação com outros professores, etc, o que deixa o ensino aprendizado e a construção do conhecimento com um pouco mais de praticidade.

Após este grupo, houve a apresentação da oficina de "Diversidade na Escola", onde o grupo levantou aspectos físicos e psicológicos: que ser diferente é normal. Em seguida falaram sobre o Bullying. Alertaram que muitas vezes a estrutura física da escola não conforta e não é pensada, na sua construção, para os deficientes físicos. Levantaram a questão da etnia e o preconceito que ainda existe na sociedade, dando alguns exemplos factuais.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Oficina sobre "Cibercultura"

A partir do dia 27/10 inicia-se a apresentações das Oficinas Temáticas na matéria de Didática e Praxis Pedagógicas I e a primeira equipe irá tratar do tema Cibercultura.

Ele começaram falando sobre o termo, o tema e as questões envolvidas nessa temática, para depois fazerem uma dinâmica. E dos pontos que a equipe apresentou e que eu achei interessante, e vou dividir aqui no blog, foram:
- com a Cibercultura há uma reestruturação, uma reconfiguração cultural, dos livros e do uso dos livros, dos filmes, da difusão e utilização da música, etc, já que a praticidade da internet permite uma maior acessibilidade e divulgação dessas expressões culturais e intelectuais;
- você deixa e ser um mero leitor crítico do que ler para ser também um produtor de informação e até conhecimento, ou até mesmo um divulgador de manifestações sociais e culturais;

Além disso, a equipe discutiu sobre a forma com que as escolas e crianças e adolescentes utilizam a tecnologia, tratando também dos benefícios e malefícios que esta ferramenta pode proporcionar às pessoas e à educação. E falando do uso da tecnologia, foi discutido também as problemáticas do EAD (Ensino à Distância), o que traz de bom e os cuidados que as pessoas que se interessam e entram nesses cursos devem ter.

Ao final da apresentação houve um juri simulado muito com a participação de Regiane Regis e Gilberto Lopes, discutindo e defendendo ou atacando o EAD, havendo uma interação com a turma e uma relativa descontração na apresentação.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mais discussões sobre as tendências pedagógicas

Na aula do dia 13/10 a professora Alessandra selecionou as tendências pedagógicas no quadro e então encarregou cada grupo de debater internamente e construir um slide sobre a tendência pedagógica que lhe ficou atribuída, para então fazer uma breve apresentação sobre esta tendência e explanar as nossas opiniões.

O meu grupo ficou responsável pela Tendência Liberal Tradicional. Esta tendência é a que está presente em nossas escolas atuais, onde:
- a escola compromete-se com a formação cultural do aluno e oferece oportunidades iguais para todos;
- o professor é a autoridade na sala de aula e é ele quem detêm o conhecimento;
- há a ênfase nos exercícios, na repetição dos conceitos ou fórmulas na memorização;
- a transferência da aprendizagem depende do treino;
- etc;

São várias as características e os colegas Igor, Jéssica e Thiago foram à frente para poderem fazer as apresentações dessas características e opinar no que achavam válido, no que achavam inválido e houve então, como nas outras equipes, um momento de discussão e reflexão sobre a prática pedagógica, o que queremos como professores e alunos e como se dá isso na sociedade atual. E a professora fez um comentário bastante importante, de que não é possível  aderir à mais de uma tendências e só usar o que achar válido de uma e de outra, porque elas foram construídas em uma base teórica, em momentos históricos diferentes e se contradizem, se colocadas em prática ao mesmo tempo. E creio eu, que seja necessário criar um outro paradigma ou que seja possível exercer o ensino-aprendizado de uma forma mais amena, tomando certos cuidados com as questões teóricas, já que a empiria nos mostra muitas coisas que não existem na teoria, e aos poucos o professor vai construindo um modo de ensinar, uma maneira com um fundamento teórico mas com cuidados graças ao contato diário com a sala de aula e com os alunos.

sábado, 8 de outubro de 2011

"Bate-papo" sobre as Tendências Pedagógicas...

Bom, não houve aula no dia 29/09, logo falarei do da aula do dia 06/10.

A professora passou o para lermos o texto "Tendências Pedagógicas na prática escolar" e não lembro-me do autor, nem achei o meu texto aqui ("o loko", tenho que procurá-lo). Lemos e discutimos o texto, fazendo algumas observações sobre o texto, como:
- o texto fala da posição do educador em sala e como ela vai influenciar na prática pedagógica;
- pra que serve a educação? qual o papel do educador?;
- a própria construção e prática pedagógica (as tendências pedagógicas ou "linhas de raciocínio" para se aplicar em sala de aula);
- caminhos que o professor pode escolher seguir e se posicionar em sala de aula;

Após a discussão das tendências entre os alunos e a professora, houve a reunião dos grupos das Oficinas Temáticas, que será a nossa próxima avaliação. E o meu grupo com "Paradigmas do Planejamento Didático e o PPP". Conversamos com a professora e tiramos nossas dúvidas com ela sobre o que realmente ela queria neste trabalho, qual poderíamos desenvolver o trabalho e quem iríamos pesquisar, em questões teóricas, para depois irmos à campo e fazer nossas anotações, análises e depois a apresentação da Oficina. A professora nos sugeriu o livro "Planejamento de ensino" de Celso Vasconcelos, assim como vídeos dele na Internet, outros sites, etc.

domingo, 25 de setembro de 2011

Memorial, dinâmica, nós, analogia...

Na aula do dia 22/09 houve a entrega dos memorias e  a professora Alessandra nos perguntou sobre a elaboração do trabalho e pediu que quem quisesse pudesse fazer uma espécie de resumo do seu memorial, como forma de contar um pouco a história de cada um e fazer alguns comentários sobre citações das experiências de cada um.

Pensando ainda no que iria escrever no meu memorial, comecei separando as séries escolares e colocando em tópicos coisas marcantes. A partir de então, comecei a redigir, a relacionar uma coisa com a outra, a lembrar de várias coisas interessantes, cômicas e até tristes da minha vida escolar e quando dei por mim já tinha escrito várias páginas e ainda estava na minha 4ª série (5º ano) do Ensino Fundamental. Felizmente conclui o trabalho e fiquei satisfeito com o texto e com a minha memória, que foi realmente de onde eu busquei as informações para a elaboração do memorial.

Na entrega do trabalho, alguns colegas falaram sobre o seu memorial e sua história. Assim, abriram-se vários parênteses, comentários e discussões acerca de experiências, temáticas e colocações dos colegas e da professora.

Após a entrega do memorial houve também uma dinâmica: a dinâmica dos nós. A professora Alessandra misturou e separou a sala em dois grupos e pediu que nós começássemos a nos "embaraçar", como nós. Com isso, os grupos começaram a se "embaraçar" e no final das contas um dos grupos não conseguiu se desenrolar, mesmo que com todas as tentativas, reflexões, sugestões, etc. Então depois a professora fez uma analogia com o trabalho em grupo, do que se precisa em um trabalho deste tipo, das atitudes e impulsos das pessoas diante dele e de como um trabalho em grupo pode não ter bons resultados, por não ser bem elaborado, dividido e finalizado, prejudicando todos os envolvidos, assim como a construção/desenvolvimento do conhecimento ou do trabalho dos integrantes do grupo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um filme é sempre bom...

Não houve aula no dia 08/09 e a professora pediu para lermos o livro de Paulo Freire "Pedagogia da Autonomia", que comecei porém ainda não terminei. Mas o livro fala o educador e o educando, e o quanto que um aprende com o outro.

Bom, falaremos então da aula do dia 15/09.

Nesta aula, a professora passou um filme em sala no qual eu já tive o prazer de assistir no colégio e recomendo à todos: "Quase deuses". É um filme baseado em fatos reais que conta a história de Vivien Thomas, um negro estadunidense do inicio do século XX que sonha em constituir uma família e ir para a universidade. Vivien consegue um emprego como faxineiro, trabalhando então para o renomado médico cirurgião Alfred Blalock, que descobre que Vivien tinha habilidades com as mãos e era bastante inteligente, tornando-o seu assistente.

Enfim, não vou contar o filme pois este não é o meu objetivo e, além do que, perderá a graça.
Após o filme, a professora pediu que  nos expressássemos, com apenas uma palavra, como nos sentíamos após o filme. A minha resposta foi reflexivo, pois eu já tinha assistido o filme com uma visão e agora o assisti com uma outra perspectiva (fiquei ligando uma coisa com a outra, pensando em minhas decisões, o que quero para minha vida, se sou perseverante, se tenho algum objetivo e se tudo, um dia, vai valer à pena).
Depois nos reunimos e discutimos um pouco sobre o filme e então este debate foi aberto entre todos os alunos da turma. Várias questões foram levantadas, como o preconceito, a perseverança, a esperança, a importância da teoria e da prática, o querer, a ousadia (já que no filme Blalock e Vivien vão fazer uma cirurgia no coração e o "lema" na época era "não toque no coração"), a quebra de paradigmas, o saber, o saber ser e o saber fazer, a oportunidade, a experiência, etc.

Sai da sala bastante reflexivo e pensativo, pensando bastante sobre escolhas, foco nos objetivos e a importância da teoria e da empiria, pois nós temos que fazer as nossas escolhas muito cedo e muitas vezes não somos assistidos e/ou motivados para o que decidimos (sem falar nos obstáculos e dificuldades do dia a dia). Por isso temos que ter foco. Criar metas, para quando tivermos a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendemos com as teorias, lições de vida, intuição, etc, nós possamos ser eficientes e capazes de aprender com as nossas experiências e com todos que fizeram parte desta experiência, seja ele um médico, como Blalock, ou um assistente como Vivien, um professor ou um aluno, e então continuarmos o processo de construção de nós mesmos, de nós como pessoa e como profissional, já que, querendo ou não, nós, ou ao menos eu faço questão de me enquadrar nisto, somos um devir, um vir-a-ser, o acaso.