domingo, 25 de setembro de 2011

Memorial, dinâmica, nós, analogia...

Na aula do dia 22/09 houve a entrega dos memorias e  a professora Alessandra nos perguntou sobre a elaboração do trabalho e pediu que quem quisesse pudesse fazer uma espécie de resumo do seu memorial, como forma de contar um pouco a história de cada um e fazer alguns comentários sobre citações das experiências de cada um.

Pensando ainda no que iria escrever no meu memorial, comecei separando as séries escolares e colocando em tópicos coisas marcantes. A partir de então, comecei a redigir, a relacionar uma coisa com a outra, a lembrar de várias coisas interessantes, cômicas e até tristes da minha vida escolar e quando dei por mim já tinha escrito várias páginas e ainda estava na minha 4ª série (5º ano) do Ensino Fundamental. Felizmente conclui o trabalho e fiquei satisfeito com o texto e com a minha memória, que foi realmente de onde eu busquei as informações para a elaboração do memorial.

Na entrega do trabalho, alguns colegas falaram sobre o seu memorial e sua história. Assim, abriram-se vários parênteses, comentários e discussões acerca de experiências, temáticas e colocações dos colegas e da professora.

Após a entrega do memorial houve também uma dinâmica: a dinâmica dos nós. A professora Alessandra misturou e separou a sala em dois grupos e pediu que nós começássemos a nos "embaraçar", como nós. Com isso, os grupos começaram a se "embaraçar" e no final das contas um dos grupos não conseguiu se desenrolar, mesmo que com todas as tentativas, reflexões, sugestões, etc. Então depois a professora fez uma analogia com o trabalho em grupo, do que se precisa em um trabalho deste tipo, das atitudes e impulsos das pessoas diante dele e de como um trabalho em grupo pode não ter bons resultados, por não ser bem elaborado, dividido e finalizado, prejudicando todos os envolvidos, assim como a construção/desenvolvimento do conhecimento ou do trabalho dos integrantes do grupo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um filme é sempre bom...

Não houve aula no dia 08/09 e a professora pediu para lermos o livro de Paulo Freire "Pedagogia da Autonomia", que comecei porém ainda não terminei. Mas o livro fala o educador e o educando, e o quanto que um aprende com o outro.

Bom, falaremos então da aula do dia 15/09.

Nesta aula, a professora passou um filme em sala no qual eu já tive o prazer de assistir no colégio e recomendo à todos: "Quase deuses". É um filme baseado em fatos reais que conta a história de Vivien Thomas, um negro estadunidense do inicio do século XX que sonha em constituir uma família e ir para a universidade. Vivien consegue um emprego como faxineiro, trabalhando então para o renomado médico cirurgião Alfred Blalock, que descobre que Vivien tinha habilidades com as mãos e era bastante inteligente, tornando-o seu assistente.

Enfim, não vou contar o filme pois este não é o meu objetivo e, além do que, perderá a graça.
Após o filme, a professora pediu que  nos expressássemos, com apenas uma palavra, como nos sentíamos após o filme. A minha resposta foi reflexivo, pois eu já tinha assistido o filme com uma visão e agora o assisti com uma outra perspectiva (fiquei ligando uma coisa com a outra, pensando em minhas decisões, o que quero para minha vida, se sou perseverante, se tenho algum objetivo e se tudo, um dia, vai valer à pena).
Depois nos reunimos e discutimos um pouco sobre o filme e então este debate foi aberto entre todos os alunos da turma. Várias questões foram levantadas, como o preconceito, a perseverança, a esperança, a importância da teoria e da prática, o querer, a ousadia (já que no filme Blalock e Vivien vão fazer uma cirurgia no coração e o "lema" na época era "não toque no coração"), a quebra de paradigmas, o saber, o saber ser e o saber fazer, a oportunidade, a experiência, etc.

Sai da sala bastante reflexivo e pensativo, pensando bastante sobre escolhas, foco nos objetivos e a importância da teoria e da empiria, pois nós temos que fazer as nossas escolhas muito cedo e muitas vezes não somos assistidos e/ou motivados para o que decidimos (sem falar nos obstáculos e dificuldades do dia a dia). Por isso temos que ter foco. Criar metas, para quando tivermos a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendemos com as teorias, lições de vida, intuição, etc, nós possamos ser eficientes e capazes de aprender com as nossas experiências e com todos que fizeram parte desta experiência, seja ele um médico, como Blalock, ou um assistente como Vivien, um professor ou um aluno, e então continuarmos o processo de construção de nós mesmos, de nós como pessoa e como profissional, já que, querendo ou não, nós, ou ao menos eu faço questão de me enquadrar nisto, somos um devir, um vir-a-ser, o acaso.