Não houve aula no dia 08/09 e a professora pediu para lermos o livro de Paulo Freire "Pedagogia da Autonomia", que comecei porém ainda não terminei. Mas o livro fala o educador e o educando, e o quanto que um aprende com o outro.
Bom, falaremos então da aula do dia 15/09.
Nesta aula, a professora passou um filme em sala no qual eu já tive o prazer de assistir no colégio e recomendo à todos: "Quase deuses". É um filme baseado em fatos reais que conta a história de Vivien Thomas, um negro estadunidense do inicio do século XX que sonha em constituir uma família e ir para a universidade. Vivien consegue um emprego como faxineiro, trabalhando então para o renomado médico cirurgião Alfred Blalock, que descobre que Vivien tinha habilidades com as mãos e era bastante inteligente, tornando-o seu assistente.
Enfim, não vou contar o filme pois este não é o meu objetivo e, além do que, perderá a graça.
Após o filme, a professora pediu que nos expressássemos, com apenas uma palavra, como nos sentíamos após o filme. A minha resposta foi reflexivo, pois eu já tinha assistido o filme com uma visão e agora o assisti com uma outra perspectiva (fiquei ligando uma coisa com a outra, pensando em minhas decisões, o que quero para minha vida, se sou perseverante, se tenho algum objetivo e se tudo, um dia, vai valer à pena).
Depois nos reunimos e discutimos um pouco sobre o filme e então este debate foi aberto entre todos os alunos da turma. Várias questões foram levantadas, como o preconceito, a perseverança, a esperança, a importância da teoria e da prática, o querer, a ousadia (já que no filme Blalock e Vivien vão fazer uma cirurgia no coração e o "lema" na época era "não toque no coração"), a quebra de paradigmas, o saber, o saber ser e o saber fazer, a oportunidade, a experiência, etc.
Sai da sala bastante reflexivo e pensativo, pensando bastante sobre escolhas, foco nos objetivos e a importância da teoria e da empiria, pois nós temos que fazer as nossas escolhas muito cedo e muitas vezes não somos assistidos e/ou motivados para o que decidimos (sem falar nos obstáculos e dificuldades do dia a dia). Por isso temos que ter foco. Criar metas, para quando tivermos a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendemos com as teorias, lições de vida, intuição, etc, nós possamos ser eficientes e capazes de aprender com as nossas experiências e com todos que fizeram parte desta experiência, seja ele um médico, como Blalock, ou um assistente como Vivien, um professor ou um aluno, e então continuarmos o processo de construção de nós mesmos, de nós como pessoa e como profissional, já que, querendo ou não, nós, ou ao menos eu faço questão de me enquadrar nisto, somos um devir, um vir-a-ser, o acaso.
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